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Nossa! A raiz quadrada (aquela mesma das aulas de matemática) é a mais nova visão, ou melhor, expectativa de retomada da economia brasileira. Antes, falava-se em uma retomada rápida, cujo formato no gráfico lembra um V; depois, virou um U, onde ficaríamos um pouco mais de tempo no fundo. Mas agora a moda é a raiz quadrada (recuperar-se primeiro, ganhar fôlego depois).

Bom, uma coisa é fato, as pessoas estão errando muitas previsões desde que eu entrei para o mundo da Bolsa de Valores. Vejo que, em média, o acerto é de uma vez a cada cinco tentativas, e não há nada de errado nisso desde que, quando acertar, ganhe todo o erro das outras quatro vezes e compense todo o custo de oportunidade e dor de barriga para seguir na estratégia até o resultado positivo surgir.

Os anos me mostraram que o erro não está na análise em si, mas, sim, no timing em que a análise é feita frente ao que o mercado ainda pode entregar em relação à análise. Você não pode dizer que a Bolsa está em alta antes de ela ter subido; nem o contrário.

Então, o que devemos fazer? 

Devemos estar sempre nos questionando sobre se o que estamos vendo faz real sentido ou se estamos nos convencendo de porquês que todo mundo já sabe.

Não entendeu? Pensa no seguinte: lá na alta, acreditávamos em alta; na baixa, acreditamos na baixa e, agora, no meio do caminho, nem 120 mil, nem 60 mil pontos. O que devemos fazer?

Estamos começando a conhecer agora o problema gerado pela pandemia do coronavírus e os seus verdadeiros impactos econômicos no comportamento das pessoas e nas empresas. O próprio Caio Carneiro fala sobre isso. Os comportamentos estão mudando drasticamente e como nunca visto antes; então, as previsões estarão mais uma vez erradas, como anteriormente. O novo está chegando e é aí que eu convido você a olhar por um novo prisma, uma nova forma de realidade.

A digitalização é essa nova realidade. Projetos que as empresas queriam colocar em prática, mas não eram prioridade, tornaram-se prioridade total, e a inovação será a nova cultura permeando os negócios. Sendo assim, veremos primeiro uma transformação de modelos de negócios para entender a transformação de modelo de consumo.

Na Bolsa, várias empresas estão nessa pegada de transformação e digitalização. Temos Magazine Luiza (Magazine Você), Banco Inter, Natura, Lojas Renner indo também para o meio online, entre tantas outras, e acredito que nós, como investidores, precisamos abrir cada vez mais os nossos olhos ao fato de que tudo pode ser recriado e que o longo prazo é o seu projeto de crescimento financeiro, mas é no curto prazo que a realidade acontece.

Sem mantras de investimentos a ser repetido, você, assim como eu, precisa entender que, para lidar com um mundo em movimento, é preciso se movimentar. Ninguém melhor do que você para cuidar do seu próprio dinheiro.

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