Doação recorrente é principal fonte para sustentabilidade de ONGs no Brasil

São Paulo, SP 25/5/2021 – A doação recorrente é importante para a sustentabilidade das ONGs e permite que essas organizações planejem e mantenham suas atividades.

O Brasil enfrenta o pior momento da pandemia causada pelo novo coronavírus e apesar do cenário avassalador o número de novos doadores para ONGs caiu, mas as doações recorrentes, aquelas que ocorrem mensalmente, têm aumentado e mantido o trabalho das instituições. Levantamento realizado na base de clientes da Trackmob, empresa especializada em inteligência de doação para o terceiro setor e que já processou mais de R$ 250 milhões em doações.

O Brasil enfrenta o pior momento da pandemia causada pelo novo coronavírus e apesar do cenário avassalador o número de novos doadores para ONGs caiu, mas as doações recorrentes, aquelas que ocorrem mensalmente, têm aumentado e mantido o trabalho das instituições. Levantamento realizado na base de clientes da Trackmob, empresa especializada em inteligência de doação para o terceiro setor e que já processou mais de R$ 250 milhões em doações de mais de 500 mil indivíduos, mostra que 89% das doações realizadas em sua plataforma provêm de pessoas que doam recorrentemente, de acordo com dados de fevereiro de 2021.

“A pandemia do coronavírus tem estimulado o fortalecimento da cultura de doação no país e ampliado a captação de recursos. Percebemos, porém, que o engajamento, que tinha crescido muito no primeiro pico da pandemia no ano passado, está menor agora, com a diminuição na adesão de novos doadores. O lado positivo é que, apesar da queda das doações pontuais, as doações recorrentes, que são cruciais para manter o volume de doações e o trabalho das ONGs, têm se mantido”, observa Jonas Araujo, CEO da Trackmob.

Os dados mostram que o volume de doações que passou pela plataforma da Trackmob por mês se manteve estável, na comparação do primeiro pico da pandemia, em maio de 2020, e o segundo pico em fevereiro de 2021, com a arrecadação mensal sendo superior a R$ 6 milhões. Houve, porém, na comparação dos dois períodos, um aumento do volume proveniente de doações recorrentes que passou de 72%, em maio de 2020 para 89% em fevereiro deste ano.

De acordo com a pesquisa Brasil Giving 2020, que retrata o cenário da doação no país, o valor médio doado por ano é de R$ 617, algo em torno de R$ 51,41 por mês. Já o ticket médio de doações recorrentes na plataforma da Trackmob é de R$ 77.

“A doação recorrente é importante para a sustentabilidade das ONGs e permite que essas organizações planejem e mantenham suas atividades. Cria-se uma rede importante de apoio” destaca Joana Mortari, cofundadora do Movimento por uma Cultura de Doação e diretora da Associação Acorde. “A doação recorrente leva a cultura da doação para o dia a dia das pessoas. Permite que a pessoa doe a quantia que cabe no seu bolso. É a conscientização de que o seu papel como doador é importante e faz a diferença”, afirma.

Hoje, plataformas digitais, como as disponibilizadas pela Trackmob para as ONGs, permitem que as pessoas interessadas em doar programem doações recorrentes, com a quantia mensal desejada e escolham as causas que querem apoiar pela internet. Além disso, a doação recorrente cria um vínculo forte entre doador e organização, promovendo prestação de contas, notícias dos projetos, e até mesmo um contato mais personalizado por parte da ONG.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Captadores de Recursos – ABCR, João Paulo Vergueiro, lembra que dados do Monitor das Doações COVID 19, criado pela ABCR para acompanhar o movimento de solidariedade que surgiu com a pandemia do novo coronavírus, já ultrapassou os 6.6 bilhões de reais, um recorde absoluto na história recente de doações para emergências no país. “Na pandemia, através do monitor, estamos contabilizando doações emergenciais, feitas para o desastre humanitário e de saúde atual”, comenta.

“Já a doação recorrente se insere num contexto de doação para o apoio ao desenvolvimento das ONGs. É uma doação realizada quando o doador tem clareza na causa que quer apoiar, reconhece as organizações que atuam nela e está disposto a fazer um compromisso de médio ou longo prazo”, destaca João Paulo Vergueiro. “Do ponto de vista da sustentabilidade financeira da organização, quanto mais doadores recorrentes ela tiver melhor. É uma doação de confiança que pode garantir no futuro a independência financeira da organização”, complementa.

“O apoio da cultura de doação é importante para conseguirmos auxiliar as Organizações no seu desenvolvimento, além de permitir que elas se aproximem mais das pessoas que acreditam nas causas em que apoiam. Nós na Trackmob acreditamos nisso e, por meio dos nossos sistemas, queremos promover esse estreitamento de laços entre o doador e a organização”, finaliza Jonas Araujo.

Fundada em 2012, a Trackmob existe para empoderar as organizações, entender seu momento e contribuir para sua evolução. Foi a primeira empresa a oferecer as soluções de captação e gestão de recursos que são utilizadas, hoje, pelas maiores e mais importantes ONGs do país. É uma empresa especializada em inteligência de dados e sistemas para o terceiro setor, com profundo conhecimento sobre o setor e o processo de doações no Brasil e no mundo. Este ano foi selecionada pela Endeavor para participar do seu programa de aceleração Scale-up. Atualmente, a Trackmob disponibiliza uma suíte de quatro produtos: um CRM para ONGs, uma página de doação online, o Portal do Doador (onde doadores acompanham o andamento das causas que apoiam) e o Aplicativo Móvel Face to Face, que converte uma pessoa interessada em nova doadora no local onde ela estiver. Entre seus clientes estão Médicos Sem Fronteiras, Fundação Dorina Nowill para Cegos, Habitat Brasil, Aldeias Infantis SOS Brasil, Greenpeace, Conectas, Hospital Pequeno Príncipe, Fraternidade Sem Fronteiras e Teto.

Website: http://trackmob.com.br/

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