Tratamento domiciliar é um dos grandes aliados na recuperação da saúde dos idosos

São Paulo, SP 22/3/2021 – O procedimento além de ajudar a diminuir o período de internamento, também dá suporte ao tratamento que se tem no hospital, porém no próprio domicilio

O atendimento na residência tem uma aproximação maior com o paciente, facilitando uma melhor e mais ampla abordagem terapêutica em geriatria

O índice de envelhecimento mundial (relação entre a porcentagem de idosos e de jovens) vem crescendo cada vez mais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. De acordo com os dados da entidade, no Brasil existem mais de 15 milhões de idosos, e a estimativa é que nos próximos 20 anos esta população ultrapasse os 30 milhões. Até o ano de 2018, a população de idosos, mundialmente, era de 43,19%, e a estigmatiza é que aumente cerca de 173,47%, em 2060.

Com o envelhecimento do corpo humano vão surgindo vários tipos de patologias ao longo da vida, e algumas doenças são incidentes do grupo da terceira idade, como acidente vascular cerebral, alzheimer, parkinson, entre outros, informa o fisioterapeuta Fábio Henrique Duarte Godinho, com vasta experiência em fisioterapia desenvolvida nas áreas de atendimento domiciliar, ortopedia, pneumologia e geriatria.

“Quando uma dessas doenças entra num primeiro momento, os pacientes são hospitalizados, diagnosticados e medicados, para depois entrar em num processo de trabalho home care (serviço de assistência médica domiciliar), os que desejarem. O procedimento além de ajudar a diminuir o período de internamento, também dá suporte ao tratamento que se tem no hospital, porém no próprio domicilio”, explica o fisioterapeuta, que possui cursos de Fisioterapia Tratamento do Desporto, de Musculoesquelético Biomecânica e Aspectos Clínicos e de Esportes.

O tratamento domiciliar é surpreendente, declara Fábio Godinho, acelera a reabilitação do paciente e diminui quase em 100% do risco de infecção hospitalar. “Você percebe como o paciente fica bem melhor com o acompanhamento da família no tratamento e com o recebimento de visitas, sem restrições. O trabalho fisioterápico que eu faço é feito em cima de uma abordagem especifica, que tem o objetivo de fazer com que o paciente volte às suas atividades diárias e tenha mais independência como voltar a andar, tomar banho e se alimentar sozinho”, relata o especialista.

O fisioterapeuta lembra que outra grande vantagem do home care é a economia, ou seja, o tratamento na casa do paciente é menos oneroso para o governo, ou para o plano de saúde, quando comparado ao período que se passa no hospital. “Além desse aspecto, é menos um leito ocupado no hospitalar e liberado para outro paciente que precise, principalmente nos casos de enfermos acamados que não conseguem andar”, alerta Godinho, que tem grande conhecimento de dispositivos de eletroterapia para alívio da dor ou ganhos de força muscular e no desenvolvimento e planejamento de tratamento domiciliar para pacientes acamados.

Segundo o IBGE, mais de vinte milhões de brasileiros estão acima dos 60 anos e a previsão é que a população idosa supere o número de jovens no país até o ano de 2030. Conforme a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 17,3% desses idosos normalmente apresentavam limitações funcionais para realizar as atividades corriqueiras, e essa proporção aumenta para 39,2% entre os de 75 anos ou mais, todos propensos a doenças.

“Meu trabalho de fisioterapia domiciliar contribui muito para que o idoso insira no seu dia a dia exercícios de resistência muscular e coordenação motora que possibilite realizar as Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD), como tomar remédios, utilizar meios de transporte, usar o telefone e realizar trabalhos domésticos. Ela também serve para tratamento de alguma doença, e de grande suporte eficiente de recuperação. Muitas vezes os pacientes idosos, quando recuperados, passam a ter uma vida mais produtiva fisicamente do que antes”, finaliza o fisioterapeuta Fábio Henrique Duarte Godinho, com experiência na reabilitação de pacientes, atletas profissionais e amadores de lesões ortopédicas.

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