2 Informações da Vitória das Operadoras de Saúde no STJ

1 – Operadoras de Saúde e os novos desafios
Há anos as operadoras estão na busca de ajustes na agência nacional de saúde, os altos indices de fraudes e processo que tramitam nos tribunais com o setor, levaram a esse evento que no ponto de vista das empresas trouxe um alivio e redução da pressão nos seus custos de operação.
O que deve ficar claro a todos os usuários é que as regras que regem o setor se mantiveram intactas, e o grande questionamento das operadoras eram os procedimentos fora do Rol e solicitados pelos médicos que por via judicial eram obrigadas a cobrir, isso gerava ao setor um deficit, outro fator importante, a absorção de custos durante a pandemia e a proibição de aplicar reajustes deixou o setor com margens apertadas.
Conforme matéria publicada no Terra:
…Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), a decisão do STJ reconhece que os mecanismos institucionais de atualização do rol são o melhor caminho para a introdução de novas tecnologias no sistema. “Foi uma decisão muito sensata do STJ”, diz a diretora-executiva Vera Valente. “Entendemos perfeitamente os casos individuais e as dificuldades que as pessoas enfrentam. Quem tem um familiar doente vai brigar por um medicamento nem que seja para prolongar a vida da pessoa em apenas um mês”, afirma. “No entanto, quem avalia isso tem que analisar a questão à luz da coletividade que vai pagar essa conta.”
2- As operadoras de saúde e a transparência

Partindo desse pressuposto o magistrados levou em consideração o processo de custos e divisão dos custos, lembrando que a absorção de um novo procedimento impetrado por ação judicial fica por conta da operadora, obstante dessas questões, as operadoras não se negam em analisar caso a caso e avaliar a possibilidade de conceder o procedimento ao usuário.
É importante que fique claro que os procedimentos do Rol continuam válidos, também é importante ressaltar que precisamos de mais transparência e participação da comunidade referente a construção das normas que regem o setor, é clara a decisão referente aos itens que não estão no Rol, mas o processo social é evolutivo as necessidades vão se alterando, devido a esse processo novas doenças surgem é necessário a construção desse dialogo.
A falta clareza da ANS e seus acordos com as operadoras de saúde gera um grande desconforto no consumidor, lembrando que o mercado atende aproximadamente 35% da população brasileira.
A baixa modernização também afeta setor, temos um modelo engessado, é necessário buscar alternativas capazes de criar um modelo acessível e que permita criar soluções mais próximas a realidade do nosso mercado.
Apareceram novas operadoras que desenvolveram produtos a custo um pouco abaixo e com uma boa rede de hospitais, mas ainda não conseguiu alcançar a massa populacional que tem como alvo, continuam brigando com o mercado padrão.
Vamos aguardar os próximos passos do setor, e entender como o mercado de planos de saúde irá se comportar.
Alan Martins
Especialista em Planos de Saúde e Vida
Meta Vida e Saúde
WhatsApp: (11) 93231.3227
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