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Home›Blog›O que é preciso para ser brigadista de incêndio?

O que é preciso para ser brigadista de incêndio?

By Ludmila Pereira
26 de junho de 2025
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A segurança em ambientes corporativos, industriais e até mesmo residenciais depende de diversas medidas preventivas, e entre elas está a atuação dos brigadistas de incêndio. 

Esses profissionais treinados são vitais para agir com rapidez e eficiência em emergências, especialmente em casos de incêndio, vazamento de gás e evacuação de locais. 

Trata-se de uma função que exige preparo físico, conhecimento técnico e responsabilidade e a formação é regulamentada e envolve capacitação teórica e prática.  

Entender os requisitos e a rotina desses profissionais é o primeiro passo para quem deseja atuar na área e contribuir diretamente com a preservação da vida e do patrimônio. 

Entendendo a função do brigadista de incêndio 

O brigadista de incêndio é um colaborador ou profissional contratado capacitado para atuar na prevenção e no combate inicial de incêndios.  

Ele também é responsável por orientar evacuações, prestar primeiros socorros e agir em situações de risco até a chegada do Corpo de Bombeiros. Sua atuação é estratégica para conter danos em emergências. 

Além do combate direto ao fogo, o brigadista tem a função de realizar inspeções preventivas em equipamentos de segurança, como extintores e hidrantes, participar de simulações e treinamentos regulares, e garantir que as rotas de fuga estejam desobstruídas.  

  • Atuam preventivamente, evitando incidentes maiores; 
  • Estão prontos para primeiros socorros em caso de necessidade; 
  • Fortalecem a cultura de prevenção no ambiente coletivo; 
  • São essenciais para ambientes como hospitais e escolas, onde a vulnerabilidade é maior. 

Requisitos básicos para se tornar um brigadista 

Para atuar como brigadista, não é necessário um curso superior, mas é fundamental ter ensino fundamental completo e disponibilidade para treinamentos.  

Além disso, o candidato deve possuir boas condições de saúde, uma vez que a atividade pode envolver esforço físico e exposição a situações de risco. 

Outro requisito importante é o comprometimento. O brigadista precisa estar disposto a participar de atualizações e simulados, manter-se vigilante durante o expediente e ser referência em segurança para os demais colaboradores.  

O perfil ideal é de alguém com equilíbrio emocional, proatividade e capacidade de liderança. 

Capacitação técnica obrigatória 

A formação de brigadista é feita por meio de um curso específico, ministrado por instituições autorizadas e com instrutores credenciados.  

O conteúdo aborda temas como princípios do fogo, tipos de extintores, combate a incêndios, evacuação de ambientes e primeiros socorros. 

A carga horária varia conforme o tipo e a complexidade da edificação. Durante o curso, os participantes realizam simulações práticas, o que é essencial para desenvolver a capacidade de agir sob pressão.  

Após a conclusão da capacitação, o participante recebe um certificado com validade de um ano, sendo recomendável a reciclagem anual, conforme estabelece a NR-23 (Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego).  

Muitas instituições oferecem o curso brigada de incêndio com foco em diferentes perfis de risco, o que amplia a aplicabilidade do conteúdo para profissionais e empresas de todos os portes. 

Perfil físico e mental do brigadista 

O desempenho eficaz de um brigadista também depende de aspectos físicos e psicológicos.  

Ter boa resistência física é um diferencial, pois a atividade pode envolver corridas, transporte de vítimas e uso de equipamentos pesados.  

O exame médico pode ser exigido por algumas empresas antes da designação da função. No aspecto mental, o brigadista deve ser capaz de manter a calma em situações de estresse extremo.  

A capacidade de tomar decisões rápidas e trabalhar em equipe são fundamentais. Em ambientes de risco, hesitar pode custar vidas, por isso a autoconfiança e o preparo emocional são tão importantes quanto o conhecimento técnico. 

Normas e regulamentações aplicáveis 

A atuação do brigadista segue normas como a NR-23, voltada à proteção contra incêndios.  Ademais, o Corpo de Bombeiros de cada estado possui suas próprias instruções técnicas (ITs), que determinam o dimensionamento da brigada de incêndio conforme a área, ocupação e grau de risco do imóvel. 

  • Manter o alvará de funcionamento em dia evita penalidades legais; 
  • Cumprir normas reforça o compromisso com a segurança dos colaboradores; 
  • A adequação às exigências reduz riscos de acidentes e incêndios. 

O descumprimento das exigências pode gerar multas, interdições e responsabilidade civil e criminal em caso de acidentes.  

Por isso, além da capacitação, é essencial estar sempre atualizado com a legislação vigente. 

Atualizações e treinamentos contínuos 

A formação inicial do brigadista é apenas o começo. A eficácia do trabalho depende da constante atualização.  

Mudanças nas normas e equipamentos exigem reciclagens e simulados para manter os brigadistas preparados. 

Empresas que valorizam a segurança promovem treinamentos internos regulares, com foco em diferentes cenários de risco.  

Esses encontros fortalecem a integração da equipe, melhoram a resposta coletiva e mantêm o conhecimento ativo.  

  • Agem com rapidez e precisão em momentos críticos; 
  • Tomam decisões com mais segurança sob pressão; 
  • Sabem usar os equipamentos corretamente desde o início; 
  • Evitam erros que podem agravar a situação. 

Diferença entre brigadista voluntário e profissional 

Existem dois tipos principais de brigadistas: os voluntários, normalmente colaboradores da empresa que assumem essa responsabilidade, e os profissionais, que atuam exclusivamente nessa função, contratados por empresas de segurança. 

Ambos devem passar pelos mesmos treinamentos e seguir as normas estabelecidas. A escolha entre um ou outro depende da estrutura e da necessidade do local. Em ambientes menores, com menor grau de risco, o brigadista voluntário é suficiente. 

  • Ambientes de alto risco exigem resposta rápida e especializada; 
  • Brigadistas profissionais atuam com foco total na prevenção e no combate; 
  • Indústrias químicas demandam atenção constante a riscos específicos; 
  • Hospitais precisam de prontos-socorros eficientes até a chegada do resgate. 

Equipamentos utilizados pelos brigadistas 

Além do conhecimento técnico, o brigadista precisa estar familiarizado com os equipamentos que usará durante uma emergência.  

Isso inclui extintores de incêndio (de água, pó químico, CO2), mangueiras de hidrante, lanternas, rádios comunicadores, máscaras de proteção e kits de primeiros socorros. 

A empresa é responsável por fornecer esses equipamentos e garantir que estejam em boas condições de uso.  

Parte da função do brigadista é verificar periodicamente o estado desses materiais e sinalizar quando houver necessidade de manutenção ou substituição.  

Importância da atuação preventiva 

A maior contribuição do brigadista está na prevenção. Identificar riscos, corrigir falhas e educar os demais colaboradores são ações que evitam tragédias.  

Muitas vezes, o trabalho silencioso de inspeção e orientação passa despercebido, mas é o que mantém o ambiente seguro no dia a dia. 

Brigadistas atuam também em campanhas de conscientização, palestras e ações educativas sobre o uso correto de extintores, saídas de emergência e primeiros socorros.  

Sua presença transmite segurança e demonstra o compromisso da empresa com a integridade física de todos que frequentam o ambiente. 

Conclusão: mais que uma função, uma responsabilidade 

Ser brigadista de incêndio é assumir um papel de liderança em momentos críticos. Para quem deseja ingressar nessa área, é fundamental investir na capacitação, manter-se atualizado e desenvolver habilidades técnicas e emocionais que farão diferença em situações reais. 

Em um cenário onde a segurança é cada vez mais valorizada, contar com brigadistas bem treinados é uma medida essencial. Ser brigadista é, acima de tudo, estar pronto para fazer a diferença quando mais importa. 

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