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Baleia bitcoin: o que é e como influencia o preço dos ativos?

O mercado financeiro pode ser comparado a uma selva, tanto na Bolsa de Valores quanto nas criptomoedas. Essa luta pela sobrevivência fez com que os investidores utilizassem animais para descrever situações da natureza, embora neste caso, envolvendo apenas valores monetários.

De fato, é bem comum a utilização do touro, utilizado para descrever mercados de alta, e urso, em situações de queda. No entanto, para descrever traders e instituições, predominam os termos sardinha e baleia.

De forma resumida, as baleias são os grandes investidores, sejam eles bancos, fundos de investimento, fundadores da empresa ou indivíduos muito ricos. Na ponta oposta, a sardinha é o pequeno investidor de varejo, tradicionalmente descrito como mais vulnerável.

Quer saber quem tem mais poder no mercado de Bitcoin? O Mercado Bitcoin, a maior exchange de criptoativos da América Latina, ajuda você a desvendar esta selva.

O que é baleia e como ela atua?

Baleias são os grandes investidores institucionais com bolsos muito fundos. As baleias têm o potencial de mudar a tendência do mercado com suas transações gigantescas.

Esses fundos e grandes investidores gerenciam milhões de dólares (ou centenas de Bitcoin) e conseguem entrar e sair de suas posições sem precisar do livro de ofertas nas corretoras ou exchanges. Portanto, podem se mover de forma silenciosa, embora causando um grande estrago.

Com sua grande massa de capital, as instituições conseguem mover o mercado de forma mais fácil. É aqui que a metáfora Baleia de Bitcoin se encaixa, pois os pequenos investidores devem simplesmente sair do caminho, ou são empurrados com força. Além disso, nenhuma corrente é forte o suficiente para desviar uma baleia de seu curso.

Como atuam as sardinhas do Bitcoin?

Neste imenso oceano, vive um mar de sardinhas, os pequenos e médios investidores de varejo. Se ficarem dispersas serão presas fáceis dos grandes peixes e baleias.

Mas, acompanhando as atividades sociais, pode-se formar um cardume para coordenar o destino. Vários influenciadores e streamers expressaram suas opiniões nas mídias sociais e alguns conseguem produzir um pump (alta) e agitar o mercado.

Confira: O guia de NFT para iniciantes.

De qualquer forma, é quase impossível coordenar isso perfeitamente, pois existem diversas redes sociais, incluindo grupos privados e aplicativos de sinais. Um canal que ficou conhecido é o r/SatoshiStreetBets da rede social Reddit, com 213.000 usuários. Em alguns casos recentes (Dogecoin e XRP) tiveram sucesso em movimentar as sardinhas numa única direção.

Quem são os bilionários no Bitcoin?

Primeiramente, é preciso entender que existem centenas (ou milhares) de detentores de Bitcoin que preferem permanecer anônimos. No entanto, há alguns investidores, que de uma forma ou de outra, tornaram-se figuras públicas.

Dentre as baleias mais citadas está Satoshi Nakamoto, o misterioso criador do Bitcoin. Estudiosos afirmam que suas carteiras possuem quase 1 milhão de moedas, ou 58 bilhões de dólares.

O aumento do preço do Bitcoin nos últimos meses resultou na entrada de 9 bilionários na lista da Forbes, que proveu algumas estimativas. Confira alguns nomes:

Cameron Winklevoss e Tyler Winklevoss

Os gêmeos detém US$ 3 bilhões cada um. Os ex-remadores olímpicos que processaram o Facebook e saíram com US$ 65 milhões. Em seguida, investiram em Bitcoin, e lançaram a Gemini, uma exchange nos EUA.

Michael Saylor

CEO da empresa de software MicroStrategy. Apesar de ter chegado relativamente tarde no Bitcoin, colocou toda sua fortuna pessoal e da empresa na criptomoeda.

Matthew Roszak

Em 2011 começou a investir no Bitcoin, aumentando seu patrimônio para US$ 1,5 bilhão. Matthew é presidente da Bloq, uma empresa de infraestrutura de blockchain, além de investidor-anjo de startups.

Tim Draper

Possui um patrimônio de US$ 1,5 bilhão e investe em Bitcoins desde 2014.

Sam Bankman-Fried

Ex-aluno do MIT, possui mais US$ 8 bilhões aos 29 anos. Além de fundador da empresa de arbitragem de criptos Alameda Research, fundou uma das mais inovadoras exchanges de derivativos, a FTX.

Brian Armstrong e Fred Ehrsam

O primeiro é CEO e cofundador da Coinbase, a maior exchange do mundo. Seguido por Ehrsam, co-fundador da exchange, que deixou a empresa em 2017.

Changpeng Zhao CZ

O fundador da exchange Binance tem uma fortuna avaliada em US$ 2 bilhões.

Barry Silbert

Responsável por fundar o Digital Currency Group em 2015, dono do site de notícias CoinDesk e da gestora Grayscale, que controla US$ 44 bilhões em Bitcoin e Ether. A fortuna pessoal de Silbert é estimada em US$ 1,6 bilhão.

Como as baleias influenciam o mercado?

Quando essas baleias vendem grandes porções de Bitcoin, o mercado provavelmente enfrenta um caminho conturbado.

Outra estratégia utilizada por arbitradores e grandes fundos é colocar grandes ordens no livro de ofertas, somente para dar a impressão de existir fluxo. No entanto, ao chegar próximo do preço, as ordens são canceladas.

Uma forma de monitorar as baleias é através dos endereços das maiores carteiras, buscando mudanças significativas. Outro método é analisar o histórico de negociação das exchanges, procurando grandes transações.

Períodos de acumulação e ciclos de alta e queda

As baleias sabem respeitar os ciclos de médio e longo prazo para acumular. Ou seja, aproveitam quedas no preço para comprar mais. Segundo alguns analistas, essa movimentação é sinal de uma alta ainda mais significativa.

Grandes transações de saída de uma exchange , por exemplo, são apontadas como investidores institucionais acumulando em suas carteiras frias, ou cold wallets.

Antes da entrada massiva de nomes como Tesla e MicroStrategy, o Bitcoin ainda não tinha experienciado tanto interesse institucional. Agora, é provável que outras grandes corporações também busquem este mercado.

Por esse motivo, recomendamos que os clientes realizem compras periódicas, seguindo o passo das baleias e aproveitando momentos de queda para acelerar o ritmo.

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