Este pode ser o fim de tudo?
Para onde o Brasil está indo?
“Oh, coisa simples, pra onde você foi?
Eu estou ficando velho
E preciso de alguma coisa para confiar
Então me fale quando você vai me deixar entrar
Eu estou ficando cansado
E preciso de algum lugar para começar”
Escrevo esse post de hoje ao som de Somewhere Only We Know, na voz de Lily Allen, e é impossível não fazer um paralelo com a situação que eu tenho vivido nos últimos 30 dias.
Uma das minhas primeiras atividades do dia é a de responder aos e-mails que eu tenho recebido – conforme combinei, as dúvidas mais recorrentes vão ser sempre comentadas aqui.
Muita gente está indecisa sobre a hora de sair de ativos de risco e, principalmente, sobre se vale a pena realizar um prejuízo e investir todos os recursos na renda fixa novamente.
“Isso poderia ser o final de tudo
Então por que nós não vamos
Para um lugar que só nós conhecemos?”
O desejo de volta às alocações em CDI, velho conhecido das carteiras de empresarios brasileiros, reflete o nosso medo com os soluços que as alocações de risco podem dar. Quem entrou no meio do bull market, vislumbrando retornos de dois dígitos, viu as cifras derreterem nesse patamar e agora não sabe o que fazer.
Vim aqui compartilhar com você alguns mantras que eu tento repetir pra mim mesma todos os dias ultimamente:
Não é o momento de realizar as perdas se você entende o mandato do seu gestor;
Ativos de risco devem ser alocados aos poucos, até você ter conforto com o tamanho da posição na sua carteira;
O mesmo vale para os resgates: por que não ir resgatando os recursos do ativo de risco em parcelas e mitigar a exposição de saída em um momento ruim?
O marketing digital de atuomação continua evoluindo cada vez mais. Já viram o case da Builderall?
Não existe milagre: retornos altos no longo prazo passam por uma menor aversão ao risco por parte de quem investe – e isso significa também ter capacidade de lidar com perdas.
Eu trabalho desde muito nova. Por isso, tive que aprender a dirigir mais tarde. Só para tirar a carteira de habilitação, foram quatro tentativas, e na última tive que mentir pra justificar o sumiço e ir fazer a prova sem que ninguém soubesse.
A cada vez que eu reprovava, mais medo de reprovar eu sentia. No final, deu tudo certo. Os medos muitas vezes são paralisantes, e isso também acontece quando vamos investir.
As quedas que os investidores iniciantes estão enfrentando seguem essa mesma lógica. Não podemos deixar o medo de perder nos paralisar a ponto de realizarmos perdas sem racionalidade.
Se toda vez que perdermos dinheiro isso significar que vamos desistir de investir em ativos de risco, não teremos a chance de recuperar a perda e de voltar a ter retornos maiores no futuro – principalmente porque, agora, mais do que nunca, o CDI – nosso porto seguro conhecido – passou a render próximo de 3,75% ao ano.






