Fisioterapia obstétrica: 3 benefícios que ajudam na gravidez

Cresce cada vez mais a busca de brasileiras por soluções médicas e clínicas durante o período da gestação. A própria fisioterapia obstétrica é apenas um exemplo a mais, que serve perfeitamente para demonstrar como esse tema é importante.
De fato, a fisioterapia pode ajudar não apenas as pessoas que buscam solução para a saúde depois de ter passado por alguma doença ou trauma físico. Mas, também ajuda no sentido da prevenção e do preparo para situações desafiadoras.
É o caso, por exemplo, de desportistas que se preparam para longas jornadas de esforço físico e de exercícios, quando não de competições nacionais ou mesmo internacionais. Assim como é o caso das mães que desejam se preparar melhor.
Isso vem comprovar, da mesma maneira, que acompanhar uma gestação não é apenas fazer exames, dar suportes como o de uma empresa de conservação e zeladoria ou mesmo ficar esperando a criança nascer.
Tudo isso é extremamente importante e significativo. Porém, é possível tornar esse processo de espera muito mais racionalizado e previsível, mais ou menos como no caso de um atleta profissional, conforme exemplo dado acima.
Assim, a mãe já começa a se preparar fisicamente desde o pré-natal, que é a fase que abrange todos os nove meses de gestação.
Antes coberto com assistência de profissionais da medicina e da enfermagem, hoje esse ciclo se tornou mais amplo.
A prova disso é a própria fisioterapia obstétrica, que até certo ponto cruza com algumas orientações que já eram dadas por médicos e enfermeiras, mas que no fim das contas acaba sendo algo muito mais específico e que vai muito mais longe.
Depois, o grande momento de esforço e de virada de fase é o próprio parto. Chamado tecnicamente de trabalho de parto, essa fase consiste de uma verdadeira revolução que acontece no útero da gestante, impactando seriamente a mulher.
Como já referido, uma enfermeira, uma camareira ou mesmo uma doula (profissional que acompanha a gestante durante toda a gestação) podem dar vários conselhos, mas não necessariamente eles serão tão abrangentes quanto o da fisioterapia.
Por exemplo, no parto o útero passará por contrações seriadas, ritmadas e até mesmo progressivas, em uma crescente que tem a função de nada menos que mover o feto do mundo interior para o mundo exterior da mãe.
Dito de outro modo, é o próprio corpo quem, no parto natural, expele a criança, graças a esse esforço ocorrido na região inferior do útero (também chamado colo do útero), bem como no canal vaginal.
Por fim, há também a fase do puerpério, que popularmente é conhecido como quarentena ou resguardo. Trata-se do pós-parto, que é um momento que poucos se lembram de levar em conta, mas que também traz mudanças biológicas e até psíquicas na mãe.
Por isso mesmo, é uma fase de grande potencial para a fisioterapia obstétrica, pois sempre que bem feita ela pode ajudar e muito. Especialmente se considerarmos que após o trabalho de parto ocorre a famosa fase de dequitadura.
Lembrando que os pais podem estar envolvidos com o encanto da criança que veio ao mundo, talvez investindo até mesmo em serviços paralelos como ensaio bebê recém nascido. Mas, a dequitadura merece uma atenção que também tem sido negligenciada.
Trata-se de uma fase chamada de 3º período gestacional, em que o que se dá no corpo da mulher é a eventual expulsão de elementos restantes que podem ir desde certa placenta residual até o que especialistas chamam de membranas fetais.
Como esse processo de dequitadura pode ser artificial, o que quer dizer acelerado por meio de exercícios e afins, também aqui a fisioterapia obstétrica pode ter uma grande participação no sentido de segurança e alívio para a mãe.
Lembrando que nessa terceira fase os próprios órgãos reprodutores da mulher estão fazendo um esforço de retornar para o estado chamado pré-gravídico, ou seja, o estado anterior aos primeiros dias da gravidez.
Nessa fase, em que a mãe é chamada de puérpera, muitos desses fatores e dessas transformações que citamos podem ser imperceptíveis.
Entretanto, isso não quer dizer que elas não estão acontecendo e que não têm seu impacto físico ou sentimental.
Daí que haja diversos tipos de fisioterapia obstétrica, e que seja tão importante tratar do assunto, como estamos fazendo aqui.
Esse esforço todo pode ir desde a compra de um banco alto de madeira para auxiliar em algum exercício, até maiores investimentos.
Muito mais do que evitar dores ou mesmo doenças graves como a trombose, o grande potencial desta fisioterapia é o quanto ela pode ajudar a mãe no seu autoconhecimento e na superação de fases revolucionárias para seu corpo e sua mente.
Sem falar que alguns ganhos se tornam para a vida toda, como a correção postural e afins. Portanto, se você quer mergulhar de cabeça na compreensão dos 3 melhores benefícios desse aprendizado todo, então basta seguir adiante com a gente.
O que é a fisioterapia obstétrica?
Até aqui já ficou claro que se trata de um esforço da gestante que, auxiliada por um profissional, aprenderá a fazer alguns exercícios que poderão ajudar consideravelmente em suas fases de pré-natal, parto e pós-parto ou puerpério.
Na verdade, é preciso aprofundar um pouco e deixar claro, por exemplo, que não se trata de um profissional apenas, mas sim, da soma entre o ginecologista obstétrico e o próprio fisioterapeuta, que eventualmente pode atender outras áreas também.
Outro ponto a ser levantado é o de que essa fisioterapia específica pode ser empregada não apenas por gestantes que não apresentem nenhuma enfermidade ou patologia, mas também por aquelas que têm alguma doença ou desafio específico.
Por exemplo, a mãe que já está com problemas para dormir e decide instalar uma cortina blackout em tecido em casa. Além desse esforço básico, o obstetra e o fisioterapeuta juntos podem auxiliar em soluções mais completas.
Daí que os exercícios empregados possam envolver tantas frentes distintas, tais como:
- Corrida leve;
- Hidroginástica;
- Pilates e yoga;
- Bicicleta ergométrica;
- Alongamentos;
- Musculação leve.
Sem falar em exercícios de respiração e tantos outros. Além disso, o reforço do fisioterapeuta ainda vai ajudar a mãe a saber o que é contraindicado.
Por exemplo, uma gestante não deve jamais realizar corrida pesada ou musculação pesada, mesmo que ela já fizesse isso antes com facilidade ou que trabalhasse na área.
Tampouco, pode se submeter a exercícios abdominais ou qualquer esporte realizado em grandes altitudes, como aulas de jump ou lutas que exigem saltos, como jiu-jitsu.
Lembrando que alguns dos que estão listados acima como indicados, também se tornam contra indicados depois de certa fase, como a própria bicicleta ergométrica.
Daí que seja fundamental visitar os profissionais da área antes de iniciar qualquer esforço fisioterápico, com isso levando a fisioterapia obstétrica mais a sério.
1. Os problemas gestacionais
É muito importante lembrar sempre que a gestação não é uma doença. Contudo, ela realmente revoluciona o corpo da mulher, impactando de modo grave em sua postura física e emocional, o que pode trazer problemas e desafios peculiares.
Sobretudo a mãe de primeira viagem, que ainda está conhecendo melhor a situação e seu próprio corpo. Às vezes, uma mudança tão simples quanto usar uma calça ou camiseta algodão em vez de nylon já pode mudar o bem-estar da mulher.
Portanto, um benefício tremendo do que estamos tratando aqui é, justamente, poder tratar os problemas decorrentes da gestação.
Isso inclui o enfrentamento das mudanças hormonais, das dores na articulação e nos músculos, dos inchaços, da redução de movimentos, a perda de equilíbrio e até mesmo a mudança no volume de sangue da mulher.
2. Sobre o parto normal
Um movimento que tem crescido muito é o da busca pelo parto natural, sendo que a fisioterapia obstétrica pode ajudar ainda mais nesse caso, embora também seja 100% indicada para a mãe que prefere ou precisa da cesárea.
Além de que tudo está interligado, então o esforço que a mãe vai fazer para tirar o filho do cercadinho de chão para bebê alguns meses após o parto, é bem semelhante ao que ela precisará fazer já no trabalho de parto natural.
Lembrando que o impacto maior se dá no famoso assoalho pélvico, que é justamente uma região em que a fisioterapia obstétrica pode trabalhar com excelência, melhorando sempre a coordenação e até a percepção da mãe.
3. Todo o processo pós-parto
Como já referido, essa tem sido uma fase negligenciada, portanto, a união entre um ginecologista obstétrico e um fisioterapeuta pode ajudar e muito a suprir essa lacuna no preparo das gestantes.
De fato, além de dicas mais práticas como a instalação de uma esquadria de isolamento acústico no quarto do bebê (para ele não acordar), a própria mãe pode aprender uma série de exercícios de esforço e de respiração que podem auxiliar depois.
Até porque, essa fisioterapia que detalhamos aqui ajuda a aumentar a confiança da mãe, favorecer o retorno à rotina e até mesmo prevenir-se da famosa depressão pós-parto.
Considerações finais
Sendo assim, com isso conseguimos explicar a importância da fisioterapia durante a gestação, que é bastante grande nos dias atuais.
Também vimos que o trabalho deve ser feito em conjunto, entre o obstetra e o fisioterapeuta. Além de termos listado os 3 principais benefícios de fazer essa fisioterapia em termos de pré-natal, parto e pós-parto.
Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.




