Quem realmente precisa ir para uma clínica de reabilitação?

Um dos problemas que mais assola o Brasil e o mundo é a dependência química. Para se ter ideia, segundo dados da Unifesp, pelo menos 28 milhões de brasileiros têm algum familiar que seja dependente químico, sendo que 5,7% da população brasileira têm algum tipo de dependência química, ou seja, aproximadamente 8 milhões que sofrem com isso.
Mas mesmo com um número tão grande de dependentes, ainda são poucos os que procuraram ajuda através de uma clínica de reabilitação. Muitos acabam tendo a dúvida de quando é o momento em que o uso se torna uma dependência, e quem realmente precisa ir para uma clínica de reabilitação. Por isso, hoje vamos responder essa pergunta e tentar entender melhor como funciona essa dura realidade.
O perfil do dependente
Para entender quem realmente precisa ir para uma clínica de reabilitação precisamos primeiro entender quem são os dependentes.
Primeiramente, a dependência é um problema que não está recuando, dado ao alarmante número de dependentes citados na pesquisa já mostrada. Desse número, estima-se que homens são maioria, porém o número de mulheres dependentes químicos vem subindo mais a cada ano, que abusam mais do álcool.
No entanto, o Brasil está em segundo no que mais consome cocaína no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, já tendo sido consumido aqui por pelo menos 6 milhões de pessoas… Além disso, acredita-se que no mínimo 2 milhões de brasileiros já fumaram crack, óxi ou merla alguma vez na vida.
E segundo dados do portal da Fiocruz, o número de usuários cresce exponencialmente entre os jovens de 18 a 24 anos.
Graças a falta de políticas de saúde pública, o fracasso na guerra ao tráfico, e os problemas sociais do país que levam as pessoas desde muito novas para o vício, hoje cada vez mas as pessoas se viciam, e muitos nem ao menos se consideram viciados, alegando que podem viver a vida normal sendo dependentes de remédio, abusando do álcool ou mesmo usando cocaína.
Mas o que é uma clínica de reabilitação exatamente? Uma clínica de reabilitação é em sua definição mais básica, um espaço médico de resgate do dependente, onde a pessoa vai não só para tratar seu vício e forma a limpar o organismo, mas também para se reabilitar psicologicamente para que possa voltar a ser um membro produtivo da sociedade. Ou seja, trabalhando em várias frentes para reabilitar o dependente em todos os sentidos.
Quais serviços uma clínica de reabilitação oferece?
Claro que essa pergunta vai variar de cada clínica, uma vez que elas podem ter formas de tratar diferentes umas das outras. Por exemplo, a clínica Viver Sem Drogas trabalha com vários tipos de tratamentos e profissionais. Alguns exemplos são:
Internação Involuntária
Consiste basicamente em pacientes que não têm mais controle sobre seus impulsos e sobre suas vidas. Eles são acolhidos e levados para tratamento, ainda que com resistência a ela.
Internação Voluntária
Nesse caso, o paciente entende que necessita de ajuda, e acaba indo por conta própria para uma internação e tratamento contra sua dependência.
Remoção
A remoção funciona como um serviço de socorro, onde a clínica vai a onde o paciente estiver para levá-lo para seu tratamento. Essa opção inclusive pode envolver o uso de veículos discretos e roupas descaracterizadas para evitar qualquer tipo de constrangimento público.
Programa de prevenção a recaídas
É onde existe a manutenção do trabalho de recuperação já feito, onde o paciente recebe apoio e auxílio em como evitar possíveis gatilhos que o levem de volta a dependência química, um trabalho muito importante já que não basta apenas parar de usar de um dia para o outro, é importante que essa luta seja travada todos os dias.
Outros serviços também são prestados, e para saber mais você pode acessar o blog Viver Sem Drogas.
Mas afinal, quem realmente precisa ir para clínica de reabilitação?
Existem alguns critérios para que um paciente possa ser internado.
Um dos critérios é a lei 10.216 de 6 de abril de 2001, que fala sobre a proteção dos direitos das pessoas que possuem transtornos mentais, e presta serviço para assistência à saúde mental.
Sendo assim, a internação somente pode ser realizada com laudo médico que esclareça a razão da internação. E claro, a internação só é indicada em casos onde os recursos extra hospitalares já se mostraram insuficientes para lidar com o dependente.
Recursos considerados extra hospitalares são os tipos de acompanhamento psicológico. Isso porque somente assim é possível saber se as atitudes do dependente são de risco para a vida dele e também para a vida de terceiros.
Os tipos mais comuns de dependência que causam uma situação que leva à internação são:
- Dependência de cocaína
- Dependência de crack e derivados
- Dependência de Álcool
- Dependência de medicamentos
Portanto, se você conhece alguém com esse problema, peça para que procure ajuda profissional psicológica, para que ela possa ser avaliada e saber se é necessário passar por reabilitação, para que a pessoa possa ter uma vida saudável e produtiva.





